Ensaios · Geral

O não-reflexo do vampiro: ser vampiro é utopia ou maldição?

Esta é a segunda parte de um “texto-maior” que contém três partes: uma introdução (onde será postado o texto integralmente também, que você pode acessar clicando aqui), um primeiro ensaio filosófico metafísico e um segundo ensaio, estudando alguns casos que podem nos levar a um “percurso do vampiro” na filosofia pop pós-anos 80.

Neste ensaio, trarei algumas reflexões sobre a lenda do vampiro enquanto tal: um ensaio de tópicos mitológicos e suas possibilidades de análise filosóficas. Trarei exemplos de vampiros da cultura pop, e vampiros da cultura tradicional e do folclore, conforme forem se encaixando nos exemplos. Já refuto a primeiro objeção: este não é um estudo de caso, e sim um ensaio sobre o Vampiro como algo transcendental ao homem. Estou sendo junguiano e admito.

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Filmes

La-La Land: a maturidade do amor

Escrevo esse texto a partir de algumas referências, tanto pessoais quanto propriamente textuais. A primeira delas, textuais, é o texto do Zizek que foi traduzido pelo Camelo na Agulha – que se pretende uma análise leninista mas, como todo bom trabalho zizekiano, acaba se tornando um grande líbelo lacaniano. As referências pessoais, incluem: casais próximos que se dão muito bem, casais próximos que estão/estavam em crise, e dois relacionamentos próprios que acabaram mal.

Com isso em mente, e aproveitando que re-assisti ao filme, decidi escrever isso. Pensando nisso – anteriormente a ler o texto do Zizek, que foi o estopim para vomitar no papel tudo o que estou pensando -, cheguei à conclusão de que La La Land é um filme que foi muito subestimado pela crítica, principalmente quando a mesma coloca em Sebastian o grande fio condutor da trama. Mas, chegaremos lá.

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Filmes

Janela Indiscreta: uma crítica iluminista

Um dos meus filmes favoritos de Alfred Hitchcock (1899 – 1980) é Janela Indiscreta (ou Rear Window) no original em inglês. Às vezes eu assisto, reassisto, e fico me perguntando uma coisa: seria esse um filme crítico ao método científico? Ou, ao contrário, um elogio ao pensamento dogmático? Ou, então, uma crítica tácita à “filosofia artificial”, como diria Husserl?

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