Filmes · Juliana Zanezi · Músicas · Resenha Pop

Em Ritmo de Fuga (2017): Edgar Wright ganha o grande público!

Baby Driver (Em Ritmo de Fuga, no Brasil) foi uma pequena surpresa agradável, trazendo uma mistura de comédia, drama, romance e ação. Alguns elementos em justa medida, outros nem tanto, mas Wright consegue apresentar um espetáculo visual e musical divertido e cativante, com um elenco de peso e carisma indiscutível. Eu sinceramente fiquei louca de vontade de ver o filme assim que saiu o trailer sensacional. Kevin Spacey foi um grande atrativo, falo a verdade. Jamie Foxx? Igualmente. Mas sabe aquela expressão “expectativa que mata”? Então, é complicado. O filme não chega a ser decepcionante, mas sim, eu esperava um pouco mais de alguns pontos.  No geral, é adoravelmente divertido e cativante. Sendo o único filme desse ano que estreou no Brasil com 100-99% no Rotten Tomatoes, digamos que criei algumas expectativas e nem todas foram atendidas. Vamos á analise?

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Filmes · Gabriel Bonz · Resenha Pop

O Filme da Minha Vida (2017): quando um filme conversa contigo

Alguns dias da semana eu estou numa bad violenta. Nesses dias poucas coisas conseguem me animar, e a ansiedade e a angústia dominam o meu ser de uma maneira bastante difícil de lidar. Afinal, lidar com essa ansiedade e essa angústia envolve lidar com demônios particulares que, sinceramente, não tenho muita vontade de remexer com eles – muito menos sozinho.

Daí eu vou no cinema sozinho pra tentar esquecer os meus problemas nos problemas – ou então nas simples histórias – que a sétima arte tem a me proporcionar. E, quando fui assistir O Filme da Minha Vida, do diretor Selton Mello, era basicamente isso que eu tinha em mente: esquecer a ansiedade e a angústia. E esse filme me inspirou um pouco mais aquele dia.

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Filmes · Juliana Zanezi · Resenha Pop

Homem-Aranha: Homecoming: a nova face do Aranha inserido no UCM, por Juliana Zanezi

O Cabeça de Teia nunca foi tão legal nas telas de cinema. Realmente, dessa vez não tem como negar que Spidey ganhou uma cara nova completamente diferente de seus anteriores. Homecoming em si é divertidíssimo, interessante e lotado de referências à cultura pop: este é o Peter mais jovem já escalado (o que foi alvo de grandes desconfianças dos mais críticos) – e não decepcionou. Com apenas 15 anos, ele é jovem, tímido e com problemas mundanos adolescentes. E isso foi genial: deu pra sentir um Peter palpável, que sofre bullying, que tem um “crush”. Ok, mas antes a gente já tinha tudo isso, né? É… Mais ou menos. O que sempre faltou a Tobey Maguire foi carisma, o bom humor, o frescor jovem e a presença em tela. Já para Andrew Garfield, faltava sal, faltava açúcar… Faltava tudo! Era um menino sem graça.

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Filmes · Juliana Zanezi · Maristela Aiko

Mulher-Maravilha: Quando a indústria cultural descobre as mulheres poderosas, por Juliana Zanezi e Maristela Aiko

Ultimamente temos visto inúmeras publicações, críticas e resenhas extremamente positivas e felizes sobre o filme da maior heroína de todos os tempos, Mulher Maravilha. O filme – sucesso absoluto de bilheterias – conta com um elenco com certa experiência em blockbusters, efeitos visuais deslumbrantes, sequências empolgantes e uma fotografia belíssima, com grande variação na paleta de cores, o que torna a cinematografia bela. Claramente, o que chama atenção neste filme é justamente ser o primeiro grande* do segmento a ser solo de uma heroína: os filmes com protagonismo exclusivamente masculinos são majoritários e, mesmo com “side-kicks” e companheiras fortes, os moços tem o centro do holofote. Então agora teremos uma protagonista feminina empoderada? Calma lá, não foi bem assim. Explicaremos.

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Filmes · Juliana Zanezi · Resenha Pop

War Machine (2017), por Juliana Zanezi

Olá, pessoal! Um pequeno aviso antes de você abrir a página: estreio aqui duas coisas que eu queria fazer há um tempo. Primeiro: a seção de resenhas do site, chamada Resenha Pop! Não vai ter periodicidade nenhuma, vai ser de um jeito bem livre e eu vou fazer do jeito que eu quiser. E, por isso mesmo, temos aqui a primeira colaboração do site, da minha grande amiga, companheira e colega de faculdade: Juliana Zanezi!

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Filmes

La-La Land: a maturidade do amor

Escrevo esse texto a partir de algumas referências, tanto pessoais quanto propriamente textuais. A primeira delas, textuais, é o texto do Zizek que foi traduzido pelo Camelo na Agulha – que se pretende uma análise leninista mas, como todo bom trabalho zizekiano, acaba se tornando um grande líbelo lacaniano. As referências pessoais, incluem: casais próximos que se dão muito bem, casais próximos que estão/estavam em crise, e dois relacionamentos próprios que acabaram mal.

Com isso em mente, e aproveitando que re-assisti ao filme, decidi escrever isso. Pensando nisso – anteriormente a ler o texto do Zizek, que foi o estopim para vomitar no papel tudo o que estou pensando -, cheguei à conclusão de que La La Land é um filme que foi muito subestimado pela crítica, principalmente quando a mesma coloca em Sebastian o grande fio condutor da trama. Mas, chegaremos lá.

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Filmes

Mulan: sobre entender o presente e encarar o futuro

O filme Mulan, de 1998, é um dos mais aclamados da produtora. É o 36º filme de animação da Disney, dirigido por Tony Bancroft Barry Cook. O enredo ocorre durante a dinastia Han (206 a. C. – 220 d. C.), onde a personagem principal (e uma princesa que se constroi como tal) finge ser um homem para ocupar o lugar de seu pai durante um recrutamento geral para combater uma invasão mongol.

Mas, para além, Mulan trata-se de um filme sobre destinos: um destino oracular, um destino social – e como a sua história, como característica do “Renascimento da Disney” dos anos 90, subverte a estrutura de narrativas clássicas, mas mantém seu desfecho.

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Filmes

Janela Indiscreta: uma crítica iluminista

Um dos meus filmes favoritos de Alfred Hitchcock (1899 – 1980) é Janela Indiscreta (ou Rear Window) no original em inglês. Às vezes eu assisto, reassisto, e fico me perguntando uma coisa: seria esse um filme crítico ao método científico? Ou, ao contrário, um elogio ao pensamento dogmático? Ou, então, uma crítica tácita à “filosofia artificial”, como diria Husserl?

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Ensaios · Filmes · Quadrinhos

Ensaio sobre o caminho e o reflexo do vampiro: existência e redenção no não-reflexo

“O destino do vampiro, cujo espelho não reflete nenhuma imagem, nem mesmo invertida, simboliza aqui o destino de qualquer pessoa e qualquer coisa: não poder provar sua existência por meio de um desdobramento real do único e, portanto, só existir problematicamente.” ROSSET, Clement. O Real e seu Duplo, pp. 66.

“A perda do duplo, do reflexo, da sombra, não é aqui libertação, mas efeito maléfico: o homem que perdeu o seu reflexo […] não é um homem salvo, mas sim um homem perdido.” ROSSET, Clement. O Real e seu Duplo, pp. 78.

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Filmes · Grandes Universos · outros · Quadrinhos · Séries

Grandes Universos: classificando os universos

Eu tenho alguns grandes interesses na vida, e tenho uma grande tendência a “academizar” esses interesses, mesmo que eu não pesquise nada academicamente sobre esse tema si. Além do meu próprio tema de pesquisa – História das Religiões na Modernidade, com foco no século XVI -, eu tendo a pensar tudo de uma maneira acadêmica e chata. Além da pesquisa, meus outros grandes interesses são a filosofia e a cultura pop.

Dentro da cultura pop, algo que me apaixona perdidamente são os universos que são desenvolvidos nela. A construção de universos de tipos tão distintos, dos místicos e fantasioso como Senhor dos Anéis até aqueles cuja realidade deve ser palpável e que tem elementos extra escondidos, como Crepúsculo Harry Potter.

Eu adoro construção de universo, como eles funcionam como suas próprias mitologias – mitologias modernas, como diria Campbell. Eu azedo muito quando uma obra tem um universo extremamente bem construído, mas não consegue desenvolvê-lo (tipo Crepúsculo); e se a obra não tem um universo tão complexo, se a história não for muito boa, ela não me prende.

Por conta disso, eu decidi escrever uma série sobre Grandes Universos da Cultura: como eles funcionam, quais são as lógicas existenciais deles que me atraem, quais são os grandes exemplos, os contra-exemplos… Enfim. Pegue na minha mão amiguinho: nesse primeiro texto eu quero dar alguns exemplos – e teorizar um tiquinho – sobre o que traz consistência a um universo criado.

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