Ensaios · Gabriel Bonz · Séries

O homo supremus de One Punch Man e sua consequência entediante

Algumas coisas são importantes para conduzí-los pelo meu texto de hoje: primeiro, eu não sou nada fã de animes e/ou mangás. Não tenho nada contra, mas simplesmente não me apetece tanto quanto as HQs americanas ou até as europeias. Segundo, eu apenas assisti o anime de One Punch Man, não acompanho o mangá – portanto, só falarei sobre o anime disponível na Netflix.

Por fim, mas o que é principal: tenho um enorme interesse nas definições filosóficas que os homens dão a si mesmo. Desde as mais famosas, como o homo ludens de Huizinga ou o homo sacer do Agamben, até algumas que eu mesmo “criei” pra facilitar o entendimento de certos pensamentos – o homo materialis de Marx ou o homo otarius de Zizek. E, as vezes, eu acabo aplicando isso às séries e filmes que assisto – principalmente quando essas séries/filmes têm como plot a criação de um (arque)tipo.

E One Punch Man faz isso indiretamente.

Continue lendo “O homo supremus de One Punch Man e sua consequência entediante”

Anúncios
Filmes

La-La Land: a maturidade do amor

Escrevo esse texto a partir de algumas referências, tanto pessoais quanto propriamente textuais. A primeira delas, textuais, é o texto do Zizek que foi traduzido pelo Camelo na Agulha – que se pretende uma análise leninista mas, como todo bom trabalho zizekiano, acaba se tornando um grande líbelo lacaniano. As referências pessoais, incluem: casais próximos que se dão muito bem, casais próximos que estão/estavam em crise, e dois relacionamentos próprios que acabaram mal.

Com isso em mente, e aproveitando que re-assisti ao filme, decidi escrever isso. Pensando nisso – anteriormente a ler o texto do Zizek, que foi o estopim para vomitar no papel tudo o que estou pensando -, cheguei à conclusão de que La La Land é um filme que foi muito subestimado pela crítica, principalmente quando a mesma coloca em Sebastian o grande fio condutor da trama. Mas, chegaremos lá.

Continue lendo “La-La Land: a maturidade do amor”