Ensaios · Geral

O não-reflexo do vampiro: ser vampiro é utopia ou maldição?

Esta é a segunda parte de um “texto-maior” que contém três partes: uma introdução (onde será postado o texto integralmente também, que você pode acessar clicando aqui), um primeiro ensaio filosófico metafísico e um segundo ensaio, estudando alguns casos que podem nos levar a um “percurso do vampiro” na filosofia pop pós-anos 80.

Neste ensaio, trarei algumas reflexões sobre a lenda do vampiro enquanto tal: um ensaio de tópicos mitológicos e suas possibilidades de análise filosóficas. Trarei exemplos de vampiros da cultura pop, e vampiros da cultura tradicional e do folclore, conforme forem se encaixando nos exemplos. Já refuto a primeiro objeção: este não é um estudo de caso, e sim um ensaio sobre o Vampiro como algo transcendental ao homem. Estou sendo junguiano e admito.

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Ensaio sobre o caminho e o reflexo do vampiro: existência e redenção no não-reflexo

“O destino do vampiro, cujo espelho não reflete nenhuma imagem, nem mesmo invertida, simboliza aqui o destino de qualquer pessoa e qualquer coisa: não poder provar sua existência por meio de um desdobramento real do único e, portanto, só existir problematicamente.” ROSSET, Clement. O Real e seu Duplo, pp. 66.

“A perda do duplo, do reflexo, da sombra, não é aqui libertação, mas efeito maléfico: o homem que perdeu o seu reflexo […] não é um homem salvo, mas sim um homem perdido.” ROSSET, Clement. O Real e seu Duplo, pp. 78.

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Grandes Universos: classificando os universos

Eu tenho alguns grandes interesses na vida, e tenho uma grande tendência a “academizar” esses interesses, mesmo que eu não pesquise nada academicamente sobre esse tema si. Além do meu próprio tema de pesquisa – História das Religiões na Modernidade, com foco no século XVI -, eu tendo a pensar tudo de uma maneira acadêmica e chata. Além da pesquisa, meus outros grandes interesses são a filosofia e a cultura pop.

Dentro da cultura pop, algo que me apaixona perdidamente são os universos que são desenvolvidos nela. A construção de universos de tipos tão distintos, dos místicos e fantasioso como Senhor dos Anéis até aqueles cuja realidade deve ser palpável e que tem elementos extra escondidos, como Crepúsculo Harry Potter.

Eu adoro construção de universo, como eles funcionam como suas próprias mitologias – mitologias modernas, como diria Campbell. Eu azedo muito quando uma obra tem um universo extremamente bem construído, mas não consegue desenvolvê-lo (tipo Crepúsculo); e se a obra não tem um universo tão complexo, se a história não for muito boa, ela não me prende.

Por conta disso, eu decidi escrever uma série sobre Grandes Universos da Cultura: como eles funcionam, quais são as lógicas existenciais deles que me atraem, quais são os grandes exemplos, os contra-exemplos… Enfim. Pegue na minha mão amiguinho: nesse primeiro texto eu quero dar alguns exemplos – e teorizar um tiquinho – sobre o que traz consistência a um universo criado.

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