Filmes

Mulan: sobre entender o presente e encarar o futuro

O filme Mulan, de 1998, é um dos mais aclamados da produtora. É o 36º filme de animação da Disney, dirigido por Tony Bancroft Barry Cook. O enredo ocorre durante a dinastia Han (206 a. C. – 220 d. C.), onde a personagem principal (e uma princesa que se constroi como tal) finge ser um homem para ocupar o lugar de seu pai durante um recrutamento geral para combater uma invasão mongol.

Mas, para além, Mulan trata-se de um filme sobre destinos: um destino oracular, um destino social – e como a sua história, como característica do “Renascimento da Disney” dos anos 90, subverte a estrutura de narrativas clássicas, mas mantém seu desfecho.

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Filmes

Janela Indiscreta: uma crítica iluminista

Um dos meus filmes favoritos de Alfred Hitchcock (1899 – 1980) é Janela Indiscreta (ou Rear Window) no original em inglês. Às vezes eu assisto, reassisto, e fico me perguntando uma coisa: seria esse um filme crítico ao método científico? Ou, ao contrário, um elogio ao pensamento dogmático? Ou, então, uma crítica tácita à “filosofia artificial”, como diria Husserl?

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outros

Minha difícil relação com a História e a Filosofia

Começo esse post com um vídeo obrigatório, mas que não tem muita coisa a ver com o post em si. Quer dizer, no limite, tem tudo a ver; mas não tem. Confuso né? Bem vindo.

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Grandes Universos: classificando os universos

Eu tenho alguns grandes interesses na vida, e tenho uma grande tendência a “academizar” esses interesses, mesmo que eu não pesquise nada academicamente sobre esse tema si. Além do meu próprio tema de pesquisa – História das Religiões na Modernidade, com foco no século XVI -, eu tendo a pensar tudo de uma maneira acadêmica e chata. Além da pesquisa, meus outros grandes interesses são a filosofia e a cultura pop.

Dentro da cultura pop, algo que me apaixona perdidamente são os universos que são desenvolvidos nela. A construção de universos de tipos tão distintos, dos místicos e fantasioso como Senhor dos Anéis até aqueles cuja realidade deve ser palpável e que tem elementos extra escondidos, como Crepúsculo Harry Potter.

Eu adoro construção de universo, como eles funcionam como suas próprias mitologias – mitologias modernas, como diria Campbell. Eu azedo muito quando uma obra tem um universo extremamente bem construído, mas não consegue desenvolvê-lo (tipo Crepúsculo); e se a obra não tem um universo tão complexo, se a história não for muito boa, ela não me prende.

Por conta disso, eu decidi escrever uma série sobre Grandes Universos da Cultura: como eles funcionam, quais são as lógicas existenciais deles que me atraem, quais são os grandes exemplos, os contra-exemplos… Enfim. Pegue na minha mão amiguinho: nesse primeiro texto eu quero dar alguns exemplos – e teorizar um tiquinho – sobre o que traz consistência a um universo criado.

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