Ensaios · Gabriel Bonz · Séries

O homo supremus de One Punch Man e sua consequência entediante

Algumas coisas são importantes para conduzí-los pelo meu texto de hoje: primeiro, eu não sou nada fã de animes e/ou mangás. Não tenho nada contra, mas simplesmente não me apetece tanto quanto as HQs americanas ou até as europeias. Segundo, eu apenas assisti o anime de One Punch Man, não acompanho o mangá – portanto, só falarei sobre o anime disponível na Netflix.

Por fim, mas o que é principal: tenho um enorme interesse nas definições filosóficas que os homens dão a si mesmo. Desde as mais famosas, como o homo ludens de Huizinga ou o homo sacer do Agamben, até algumas que eu mesmo “criei” pra facilitar o entendimento de certos pensamentos – o homo materialis de Marx ou o homo otarius de Zizek. E, as vezes, eu acabo aplicando isso às séries e filmes que assisto – principalmente quando essas séries/filmes têm como plot a criação de um (arque)tipo.

E One Punch Man faz isso indiretamente.

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Filmes · Juliana Zanezi · Resenha Pop

Homem-Aranha: Homecoming: a nova face do Aranha inserido no UCM, por Juliana Zanezi

O Cabeça de Teia nunca foi tão legal nas telas de cinema. Realmente, dessa vez não tem como negar que Spidey ganhou uma cara nova completamente diferente de seus anteriores. Homecoming em si é divertidíssimo, interessante e lotado de referências à cultura pop: este é o Peter mais jovem já escalado (o que foi alvo de grandes desconfianças dos mais críticos) – e não decepcionou. Com apenas 15 anos, ele é jovem, tímido e com problemas mundanos adolescentes. E isso foi genial: deu pra sentir um Peter palpável, que sofre bullying, que tem um “crush”. Ok, mas antes a gente já tinha tudo isso, né? É… Mais ou menos. O que sempre faltou a Tobey Maguire foi carisma, o bom humor, o frescor jovem e a presença em tela. Já para Andrew Garfield, faltava sal, faltava açúcar… Faltava tudo! Era um menino sem graça.

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