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Prêmio Paideia 2016 – Séries

S É R I E S

Melhor atuação
Claire Foy – The Crown
Elizabeth Henstridge – Marvel’s Agent of S.H.I.E.L.D.
Evan Rachel Wood – Westworld
Luis Gerardo Méndez – Club de Cuervos
Rami Malek – Mr. Robot

Melhor atuação secundária
Christian Slater – Mr. Robot
Jon Bernthal – Daredevil
Mahershala Ali – Luke Cage
Ming-Na Wen – Marvel’s Agent of S.H.I.E.L.D.
Riz Ahmed – The O.A.

Melhor estreia
Merlí
Rick & Morty
The Crown
The O. A.
Westworld

Melhor temporada
3ª Temporada de Marvel’s Agent of S.H.I.E.L.D.
3ª Temporada de Black Mirror
3ª Temporada de BoJack Horseman
19ª Temporada de South Park
2ª Temporada de Gravity Falls

Melhor episódio
4,772 Hours – Marvel’s Agent of S.H.I.E.L.D. S03E05
¿A quién estás buscando? – Club de Cuervos S02E03
Men Against Fire – Black Mirror S03E05
Nosedive – Black Mirror S03E01
Suckas Need Bodyguards – Luke Cage S01E06

Melhor série animada
BoJack Horseman
Gravity Falls
Rick & Morty
South Park
Steven Universe

Melhor argumento de série
20ª Temporada de South Park
Black Mirror
Gravity Falls
The O.A.
Stranger Things

Melhor série do ano
Black Mirror
BoJack Horseman
Merlí
Steven Universe
Westworld

Pior atuação do ano
Elodie Young – Daredevil
Emory Cohen – The O.A.
Eric LaRay Harvey – Luke Cage
Iain de Caestecker – Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.
Stephen Amell – Arrow

Decepção do ano
2ª Temporada de Daredevil
2ª Metade de Luke Cage
Cancelamento de Agent Carter
Adiamento de Arrested Development
3%

Não vi e não gostei
Better Call Saul
Game of Thrones
House of Cards
Stranger Things
The Walking Dead

E OS VENCEDORES SÃO:

Melhor atuação
Claire Foy – The Crown

atuacao

Eu tenho alguns problemas particulares com The Crown que envolvem meu problema com séries e filmes tratando piamente sobre História – desenvolverei isso posteriormente, acredito que vocês vão gostar. A série em si tem um argumento muito bom, mas é inegável o quanto Claire Foy ficou impecável como a Rainha Elizabeth II.

Porém, vamos ser sinceros: esse ano foi um ano de atuações fracas nas séries. Os atores das séries mais aclamadas (The O.A., Stranger Things, ambas as séries da Marvel) foram bem fraquinhos, Black Mirror teve atuações bastante inconstantes e as melhores séries do ano (South Park Marvel’s Agents of SHIELD) não têm grandes atuações.

Melhor atuação secundária
Mahershala Ali – Luke Cage

atuacao-secundaria

Mahershala Ali foi o nome de 2016. Que homem. Que atuações. Que entrega. Que homem. Sério, eu fiquei apaixonado por ele do começo ao fim de sua (curta) participação em Luke Cage. Essa foi a melhor atuação de todas as séries que saíram esse ano. Foi intenso, comprometedor, realmente maldoso – mas não gratuito. Este homem tem tudo pra se tornar o maior ator de Hollywood.

Fica a menção honrosa para Jon Bernthall que foi literalmente uma das únicas coisas que salvou na segunda temporada de Demolidor. E para Ming Na-Wen, que é sensacional em tudo o que ela faz exatamente pelo mesmo motivo de todx bad ass: faz sempre o mesmo papel.

Melhor estreia
Westworld

melhor-estreia

Vou me justificar com uma coisa: eu não assisti Stranger Things ainda e vou dar uma chance pra essa série. Além de outras que estão no meu radar, mas provavelmente vou assistir quando sair uma segunda temporada em tacada. A grande questão é: Westworld é sensacional. Combina os dois pontos fracos das outras duas grandes concorrentes com ela (The O. A., que tem um puta argumento incrível, mas atuações, condução, direção e tudo o mais bem terríveis; e The Crown, que é tecnicamente impecável, mas uma série feita para ganhar prêmios).

A série de ficção científica, que vai numa pegada meio Black Mirro (Pô, meu…), mas com um argumento de realidade muito interessante. A filosofia por trás da série é sensacional. Vale muito à pena, e será uma das séries que me darei ao trabalho de acompanhar nas suas próximas temporadas. Recomendo o podcast do Mamilos sobre a série.

Melhor temporada
19ª Temporada de South Park

temporada

Esse prêmio já estava com Black Mirror quando eu decidi assistir a 19ª temporada de South Park. E, puta que me pariu, QUE TEMPORADA. E, principalmente: ela é tão bom que me fez desistir de outras séries lançadas em 2016 e abrir a exceção para essa temporada de 2015. A vigésima temporada é muito boa, mas não chega aos pés dessa aqui.

Foi a primeira temporada da série com um argumento central único e que norteou todos os episódios da temporada. Essa temporada mostrou exatamente a diferença entre South Park The Simpson: SP consegue não flanderizar a si mesmo, entende o contexto de novidade nas séries que se encontra, e, principalmente: consegue dialogar com seu próprio público e com o que ele demanda.

O argumento central foi completamente adaptado e insinuado para a realidade americana. As críticas mordazes de sempre não são simplesmente apenas a reprodução de memes internos. Toda a crítica ao “politicamente correto” foi feita de uma maneira extremamente densa, incrível e que fugiu de todos os argumentos imbecis que a direita (tanto americana quanto brasileira) se apoiam.

Fica a menção honrosa para a segunda temporada de Gravity Falls, que teve as bolas de acabar no seu final mesmo (Adventure Time, estou olhando feio para você!) e foi extremamente criativa; e também para a terceira temporada de Black Mirror, que conseguiu tornar uma série mediana numa das maiores produções seriográficas já existentes.

Melhor episódio
4,772 Hours – Marvel’s Agent of S.H.I.E.L.D. S03E05

episodio

Black Mirror mudou completamente uma noção que eu tinha ao assistir séries: me iniciei com How I Met Your Mother e sempre que eu assistia uma série, meu foco era em criar laços com os personagens, tentar entender a alteridade que uma série (seja ela de comédia, drama, ou etc) me trazia. Eu indiquei dois episódios dessa série, mas acredito que o conceito serial da série ainda me prenda. E 4,772 é surpreendente dentro das limitações que Marvel’s Agents of SHIELD tem.

O episódio é uma inovação argumentativa – bem comum em séries como o próprio HIMYM – da estrutura central que a terceira temporada estava levando. Tem argumentos próprios distintos, traz novos elementos para a trama central da série, traz uma grande atuação de Elizabeth Henstridge – que contrasta e muito com seu par romântico. O peso do que Jemma e Fitz estavam construindo, a grande evolução dos personagens desde a primeira temporada, tudo isso vem à tona junto com algumas conclusões filosóficas muito duras. Nesse momento Marvel’s Agents of SHIELD deixou de ser uma série qualquer para se tornar a melhor série do universo dos quadrinhos do ano com facilidade.

Melhor série animada
BoJack Horseman

animacao

Essa foi uma grande dúvida pra mim. South Park veio com uma temporada muito boa (18ª), seguida da melhor temporada de um desenho animado (19ª) e, na 20ª, deu uma decaída; enquanto isso, Steven Universe continuou trabalhando de maneira sutil, leve e divertida questões de gênero, sexualidade e amor. Rick & Morty foi pra mim a série pra desligar a mente e curtir aquela bizarrice toda que estava acontecendo; e, por fim, Gravity Falls trouxe grande inovação para as séries animadas infanto-juvenis que sofreram um boom nessa década de 2010.

Porém, pra mim, a grande série animada do ano foi BoJack Horseman – e disputou de perto com a vencedora na categoria geral. BoJack Horseman traz uma nova perspectiva para as séries animadas, ao meu ver: limitavam-se às séries infanto-juvenis (que são realmente boas, quando bem trabalhadas, como as clássicas Hey, Arnold! ou Doug, e as atuais Steven Universe Adventure Time) ou às séries adultas. BoJack é uma série adulta, mas que foge do “clichê” criado por The Simpsons e que se repetiu – até em South Park, não vou negar – por trazer uma relação muito mais intrínseca com o personagem. Há uma grande evolução – ou pelo menos a constatação dos motivos da depressão de Bojack – de personagem, temas complexos e difíceis são tratados. É uma série incrível

Melhor argumento de série
The O.A.

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Essa série, eu não vou negar não: ela é ruim. A direção é nojenta, os cortes são terríveis, o ritmo é ruim, as atuações são bem medianas – com algumas exceções – e alguns dos temas tratados são extremamente gratuitos. Mas, tendo tudo isso em vista, o seu argumento é fantástico: é uma série sobre metafísica e entendimento humano! Como pretendo desenvolver isso num texto próprio do blog, prefiro não continuar falando sobre a mesma.

Melhor série do ano

Black Mirror

melhor-serie

Rapaz, essa categoria foi difícil, ein? Eu fiquei seriamente tentado em dividir entre Black MirrorBoJack HorsemanMerlí. Mas, de verdade, as outras duas são séries que têm suas limitações baseadas em argumentos centrais de roteiro e coisas que me incomodam muito mais do que as falhas de Black Mirror. E o que a mesma representa pras séries é uma coisa que me interessa bastante: é uma verdade mudança de paradigmas.

A Netflix vem revolucionando cada vez mais as suas produções, e isso é claro. Mas o que ela fez com a terceira temporada de Black Mirror foi fazer uma série de filmes incríveis sobre a natureza humana – e é impressionante o quanto eu discordo da visão pessimista, quase agostiniana, que se tem do Homem – e que gera reflexões incríveis. A Netflix está de parabéns.

Pior atuação do ano
Eric LaRay Harvey – Luke Cage

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O grande problema de Luke Cage não está nas atuações, de verdade: o plot twist é extremamente impactante e, com certeza, o ponto alto da série. Porém, depois do clímax, ela decai e muito, muito devido ao personagem de LaRey Harvey. Toda a trama em volta dele é fraca e torna a trama mais interessante – a política – uma subtrama bem sub.

Decepção do ano
2ª Temporada de Daredevil

decepcao

Poxa, Marvel. A primeira temporada de Demolidor é incrível e Jessica Jones era, até a terceira temporada de Black Mirror, a melhor série produzida pela Netflix. A densidade do plot, a grande diferença para com o UCM tradicional – e também as produções da ABC – foram incríveis. E então eles me vêm com uma temporada muito mal amarrada de Demolidor.

É inegável que Charlie Cox é a melhor escolha de casting que a Marvel já fez – talvez perca para Tom Holland, mas não quero criar tantas expectativas (já criei) – em toda a história de filmes e produções audiovisuais de herois. É inegável que Jon Bernthall faz com o Justiceiro muito mais do que qualquer outra produção audiovisual.  Agora… a série se perdeu bastante depois do fim do plot do Justiceiro – e isso aconteceu por volta do terceiro capítulo, caramba! Todos os elementos pra ser uma continuação extremamente incrível estavam lá… e foram completamente sub-aproveitados num plot maçante, na atuação ruim dos personagens secundários (com exceção de Foggy Nelson) e com uma direção bem mediana.

Faltou estilo (uma coisa que não podemos negar que Jessica Jones Luke Cage tiveram, e Punho de Ferro está demonstrando ter bastante), faltou tato e faltou roteiro. A parte mais inspirada da série foi um revival da primeira temporada (as cenas com Wilson Fisk). Esperamos muito mais da terceira temporada.

Não vi e não gostei
Stranger Things

nao-vi-e-nao-gostei

Essa série mostra o quão eu não sou tããão aficcionado por séries – ou então o quanto eu sou um verdadeiro indie hipster  para elas. Eu não assisto nem acompanho as principais séries que têm sido comentadas e aclamadas, como Game of ThronesThe Walking Dead ou House of Cards. E, com exceção da última, muito dificilmente irei assistir às outras – podem me julgar por isso.

Stranger Things entrou nesse quesito pra mim, mas eu vou dar meu braço à torcer e assistí-la logo menos, devido ao plot. Eu achei o plot extremamente bem condensado, bem explicado e tudo o mais. Acredito que a série possa vir a ser extremamente interessante dependendo dos seus desenvolvimentos futuros.

Agora… por quê diabos eu não teria gostado? Simples: pois a década de 1980 é uma belíssima porcaria que as pessoas produtoras de conteúdo na internet ficam endeusando por pura e simples nostalgia (acho que essa frase vai ganhar o prêmio paideia de azedice do ano em 2017). A estética é terrível, as atuações eram ruins, os desenhos perpetuavam tudo o que eu acho de mais terrível (sexismo, homofobia, etc); o capitalismo, crente da sua vitória, criou grandes odes à si mesmo e que acabaram se tornando berrantes de tão imbecis. E Stranger Things, como boa ode à esse período, retoma alguns desses elementos clássicos para trabalhar em cima da nostalgia dos produtores de conteúdo – mas com um plot interessante. A grande questão é: teria a série a mesma repercussão se não tivesse essa temática?

Espero que, ao assistir a série, eu queime minha língua. Vamos ver.

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2 comentários em “Prêmio Paideia 2016 – Séries

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