Filmes · Prêmio Paideia

Prêmio Paideia 2016 – Filmes

F I L M E S

Melhor ator principal
Benedict Cumberbatch – Doutor Estranho
Christian Bale – A Grande Aposta
Denzel Washington – Cercas
Jacob Tremblay – O Quarto de Jack
Viggo Mortensen – Capitão Fantástico

Melhor atriz principal
Amy Adams – A Chegada
Anya Taylor-Joy – A Bruxa
Ariane Labed – A Odisseia de Alice
Jennifer Jaison Leigh – Os Oito Odiados
Sônia Braga – Aquarius

Melhor ator coadjuvante
Mahersala Ali – Cercas
Ryan Gosling – A Grande Aposta
Sylverster Stallone – Creed: Nascido Para Lutar
Steve Carrell – A Grande Aposta
Tom Hardy – O Regresso

Melhor atriz coadjuvante
Leslie Jones – As Caça-Fantasmas
Nicole Kidman – Lion
Rooney Mara – Carol
Viola Davis – Cercas
Tilda Swinton – Doutor Estranho

Melhor elenco
A Grande Aposta
Capitão Fantástico
Creed: Nascido Para Lutar
O Quarto de Jack
Os Oito Odiados

Melhor Animação
Anomalisa
Kubo e as Cordas Mágicas
O Bom Dinossauro
Procurando Dory
Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

Melhor Estética
A Chegada
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Capitão Fantástico
Doutor Estranho
Mogli – O Menino Lobo

Melhor Adaptação do Ano
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Capitão América: Guerra Civil
Deadpool
Doutor Estranho
Mogli – O Menino Lobo

Melhor Filme
A Grande Aposta
A Bruxa
Aquarius
Capitão Fantástico
Doutor Estranho

Melhor Roteiro/Argumento
A Chegada
Anomalisa
Capitão Fantástico
Doutor Estranho
Os Oito Odiados

Melhor Diretor
Adam McKay – A Grande Aposta
Danny Boyle – Steve Jobs
Denis Villeneuve – A Chegada
Lenny Abrahamson – O Quarto de Jack
Quentin Tarantino – Os Oito Odiados

Não vi e não gostei
A Juventude
Ben-Hur
Deuses do Egito
Florence: Quem É Essa Mulher?
Michelle e Obama

Pior ator/atriz
Henry Cavill – Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Jesse Eisenberg – Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Joseph Gordon-Levitt – Snowden
Sela Ward – Independence Day: O Ressurgimento
Will Smith – Esquadrão Suicida

Decepção Paideia
Esquadrão Suicida
O Regresso
Procurando Dory
Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, o Filme
Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos

Pior filme do ano
A Era do Gelo: O Big Bang
Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Esquadrão Suicida
Snowden
X-Men: Apocalypse

E OS VENCEDORES SÃO:

Melhor ator principal
Jacob Tremblay – O Quarto de Jack

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O Óscar de 2016 foi o pior de todos os tempos. DiCaprio venceu o único óscar que ele não merecia, e essa criança INCRÍVEL não teve o mérito que merecia, e isso é terrível: nenhuma criança prodígio de Hollywood deu certo. Esse garoto vai passar batido na história do cinema, sendo que nos apresentou a melhor atuação infantil desde A Vida É Bela. Fico muito triste com isso.

A menção honrosa fica para o Christian Bale, que se superou em “A Grande Aposta” – eu normalmente não gosto dos papeis dele – e Viggo Mortensen, que está incrível num filme incrível. O querido Benedict Cumberbatch está incrível como o Doutor Estranho, também; provavelmente é, junto do Charlie Cox e do Chris Hemsworth, a melhor escolha de casting da Marvel.

Melhor atriz principal
Sônia Braga – Aquarius

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Achei esse ano particularmente fraco para as atuações femininas. Amy Adams tá bem, mas nada demais: e ela é a principal atriz desse ano, junto da Jaison Leigh. A grande surpresa foi o casting de A Bruxa, um dos melhores filmes do ano – e olha que eu não gosto de filmes de terror.

Mas a grande mulher do ano foi Sônia Braga. O filme Aquarius é incrível, uma baita produção nacional – mesmo eu tendo várias críticas à ele enquanto obra “política” – que revela cada vez mais o quão o cinema brasileiro é competente quando foge do padrão Globo (3%, estou olhando feio pra você!).

Melhor ator coadjuvante
Mahersala Ali – Cercas

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Que homem. QUE HOMEM. Sério, Mahersala Ali tem tudo pra ser o melhor ator de Hollywood. Levou uma série mediana nas costas (Luke Cage, estou olhando feio pra você também!) e arrebentou nesse filme que é extremamente tenso. Ali rouba a cena em todas as partes que aparece.

Menção honrosa: Steven Carrell sendo Steven Carrell em A Grande Aposta. Um BAITA filme, com um baita casting. Só não dei esse prêmio pois o Carrell nunca sai do personagem dele no The Office, né? É sensacional, mas cansa.

Melhor atriz coadjuvante
Tilda Swinton – Doutor Estranho

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Eu não gosto da Viola Davis. Inicio falando isso pois eu acho que ela foi incrível em Cercas, mas não consigo dar um prêmio pra ela, principalmente depois dela ter feito a bomba que é Esquadrão Suicida. Além disso, Leslie Jones é incrível no seu papel em As Caça-Fantasmas, mas o filme em si é bem fraquinho (porém, sejamos sinceros: é bem melhor que o original).

Com isso, a interpretação de Tilda Swinton no Doutor Estranho foi a minha escolha clubista do ano. Nicole Kidman foi melhor – num filme bem mé -, mas acredito que a personificação de Tilda como Ancião ficou muito boa. O filme do Doutor Estranho em si é o melhor filme de super heroi já feito (sim, é melhor que os filmes da trilogia Nolan do Batman e vocês podem me xingar por isso) e a participação da Tilda é incrível. E ela encaixou muito bem num personagem incrível.

Melhor Elenco
A Grande Aposta

elenco

Eu gosto da ideia dessa categoria desenvolvida no Dentro da Chaminé. O Birdman é o exemplo básico, mas A Grande Aposta traz isso de uma maneira incrível também. É um elenco extremamente estrelado, com várias figuras incríveis em papeis cirúrgicos e que conversam entre si de uma maneira incrível. De verdade, eu trouxe esse filme de 2015 pra essa discussão justamente por isso: é um baita filme.

Melhor Animação
Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

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Esse ano foi bem fraco com relação às animações. A Pixar decepcionou duplamente (Procurando Dory é bem chatinho, e O Bom Dinossauro é o filme mais esquecível do estúdio), enquanto a Disney trouxe um filme incrível, com uma discussão muito bem elaborada e que faz o que uma animação tem de melhor: se utilizar dos clichês para construir uma ótima história.

Anomalisa também é um ótimo filme, mas não bate Zootopia. Anomalisa é a subversão dos filmes de animação, enquanto Zootopia traz grandes discussões sobre isso. Existe um texto no blog parceiro, Dentro da Chaminé, que resume tudo o que de mais interessante tem em Zootopia: clique aqui.

Melhor Estética
Doutor Estranho

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Eu gosto muito dessa categoria pois aqui eu posso ser extremamente fútil e falar que eu não gostei de um filme porque ele é feio – ou o contrário. Essa disputa ficou incrível esse ano, pois Doutor Estranho e A Chegada disputaram aqui e em Melhor argumento – se bem que Mogli é um filme LINDO também. Porém, é claro pra todos nós: ninguém fez um filme tão bonito e estiloso como Doutor Estranho em 2016.

O Óscar realmente decidiu cagar na cabeça de todo mundo quando nem indicou o filme a nenhuma das categorias de Efeitos Visuais (e indicou Rogue One, que, francamente, é bem fraquinho nesse quesito). Todos os cenários do filme da Marvel são belíssimos – e a sequência inicial dx Ancião é uma das cenas mais bonitas já feitas no cinema.

Melhor Adaptação do Ano
Doutor Estranho

adaptacao

O meu heroi favorito é, definitivamente, o Homem Aranha. Quando pivete, eu li todas as revistas dos anos 80 do heroi e me apaixonei. E Capitão América: Guerra Civil conseguiu trazer a melhor personificação do Cabeça de Teia que o cinema já viu: Tobey McGuire e Andrew Garfield que me desculpem, mas Tom Holland deveria se chamar Tom ‘Parker’ Holland. Minha expectativa para Spider-man: Homecoming é gritante, enorme e confusa; esse prêmio estava destinado a ser do terceiro filme do bandeiroso. Mas, então, veio Doutor Estranho.

Que filme. Ele faz uma das coisas que eu mais gosto no cinema: a reutilização criativa de todos os clichês e gags argumentativos que as narrativas hollywoodianas têm. Com um visual incrível, atuações muito consistentes – e duas atuações incríveis com Cumberbatch e Swinton – e um roteiro extremamente bem amarrado e com uma solução incrível, o filme é muito provavelmente o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos – comparável talvez à Watchmen.

Melhor Filme
Capitão Fantástico

filme

Capitão Fantástico gerou uma grande reflexão dentro de mim, mas conseguiu fazê-lo sem ser academicamente maçante. Eu gosto muito de filmes que trazem esse tipo de reflexão sem mencioná-las diretamente, e a construção do conceito de “utopia” dentro desse filme é incrível. O único outro filme do ano que fez foi A Bruxa, mas ele se limita ao fazer uma crítica social e política – e não historiográfica.

Capitão Fantástico é um daqueles filmes definitivos e definidores: utiliza-se da composição e da narrativa pra transformar seu argumento em um conceito próprio. Eu discordo completamente da posição filosófica que ele apresenta da utopia (a selvageria pedante e científica transformando-se na leveza do fugere urben calculado e platônico), mas concordo com sua discussão.

Melhor Roteiro/Argumento
A Chegada

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Esse resultado deveria ser dividido entre A ChegadaDoutor EstranhoCapitão Fantástico. Mas A Chegada leva a preferência pela condução enquanto uma ficção científica – o gênero mais incrível para se falar de filosofia e sociedade, na minha opinião – e pela sutileza no tratamento com o Outro. Além de ser um livro que defende o academicismo, e eu sou um cara que faz isso também.

Toda a ideia da necessidade de uma estudiosa para entrar em contato com aqueles alienígenas – em conflito com o uso da força que os vários países apontam – é bem fácil de se relacionar com várias discussões e temas que volta e meia acabam entrando em discussão. É só lembrar a famosa discussão sobre a pena de morte, ou as reflexões distintas que a direita e a esquerda fazem quanto ao armamento ou não da população. É um filme com discurso elitista, mas que é bem apresentado e argumentado.

Melhor Diretor
Denis Villeneuve – A Chegada

diretor

Sou extremamente conservador com direção, e isso faz com que algumas estripulias dos diretores me irritem diretamente. Gente como o Lars von Trier me deixa completamente doido, com falta de foco, cenas desnecessárias e outras coisas. Diretores como o Wes Anderson ou o Iñárritu provam que você não precisa ser um babacão sem foco pra ser um baita diretor. Esse ano, os diretores foram bem mais limitados, com duas exceções notáveis: Denis Villeneuve e Quentin Tarantino.

Villeneuve fez um filme estiloso, clássico, sem grandes mudanças: é um filme onde sua marca está ali presente, mas que ele não faz questão de ficar lembrando a todo momento que você está vendo um filme “Villeneuve” (Lars von Trier, estou olhando feio pra você!). Enquanto isso, Tarantino faz o Tarantino: porém com um filme que não é exatamente fraco – pra mim está acima de Bastardos Inglórios, por exemplo – mas que tem no roteiro e nos diálogos seu forte, e não na direção – diferente do próprio Bastardos ou de Django.

Gosto muito do trabalho de Danny Boyle em Steve Jobs, lidando de uma maneira completamente diferente com essa figura controversa. Porém, daí vai a preferência: uma abordagem assim com outra figura iria ser muito melhor.

Não vi e não gostei
Michelle e Obama

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Essa é a categoria mais legal que tem. Entre alguns filmes bomba (Ben-Hur e Deuses do Egito), aqui eu posso polemizar de uma maneira muito incrível: sem ter visto os filmes, eu falo mal deles. Não é incrível? Eu acho.

Fiquei muito indeciso entre Florence Michelle e Obama. O primeiro pois é um filme que Hollywood anda produzindo pra caramba, e me irrita profundamente: filmes medianos (ou ruins) que são feitos única e exclusivamente pra Meryl Streep ganhar um prêmio. A mulher é incrível, nós todos sabemos disso (mesmo defendendo a Margaret Thatcher, o que não se faz), então ela não precisa disso pra ganhar prêmios. A indicação de Florence ao Óscar foi completamente imbecil e tonta – assim como o filme de Jennifer Lawrence ano passado, que eu nem lembro o nome, e não ousarei pesquisar.

Agora, Michelle e Obama tem um problema muito maior: é um filme político sem dizê-lo. Há um lobby democrata de combate ao Trump (apoio isso) mas que se pauta na figura de “simpaticão” que o Obama tem – além de haver chances claras de Michelle Obama disputar a presidência um dia. E esse filme me irritou desde o trailer: a vidinha incrível, cool e descolada de dois jovens negros americanos no Havaí na década de 80. Todo o visual clean demais, soft demais e tudo o mais passa um ar de falsidade tão grande, mas tão grande, que parece um episódio de Black Mirror de tão falso.

Pior ator/atriz
Jesse Eisenberg – Batman vs Superman: A Origem da Justiça

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Um dia eu falei que o Eisenberg seria um ótimo Coringa. Daí eu fui rever os filmes do Batman, tanto com o Ledger quanto com o Jack Nicholson, e repensei: nem pra isso o cara serve. Jesse Eisenberg é um ator competente, que tem essa veia meio indie, meio psicopata, que cairia muito bem pra outros vilões da DC. Imagina um Cara de Barro ou até o Dr. Freeze com essa loucura dele? Ia ser incrível. Mas os erros de casting da DC são incríveis e amedrontadores.

Eles continuam insistindo no Superman mais sem sal de todos os tempos – e olha que o Superman já é um heroi sem sal por natureza -, escolheram uma Wonder Woman bem fraca – e ela é o ponto alto do filme do Batman -, escolheram o pior ator possível pra ser o Flash – porra, o Ezra Miller!? Tá de sacanagem comigo, o moleque é a CARA do Sandman -, dentre outras escolhas bizarras (isso sem lembrar o Ryan Reynolds como Lanterna Verde, né?).

Decepção Paideia
O Regresso

decepcao

Eu realmente esperava MUITO desse filme. Eu acho Birdman o melhor filme de 2015 disparado, principalmente por causa da sua direção. O Iñárritu é um diretor extremamente competente, que sabe lidar com atores difíceis, que tem um senso estético apuradíssimo. Porém, ele nos trouxe um filme chato PRA CARALHO, lento pra caralho, e que ainda é uma cópia malfeita de um clássico. O filme não é exatamente ruim, ele só é um filme chato: e disso nós já temos um filme do Woody Allen por ano, não é mesmo?

O mesmo acontece com o filme do Snoopy e o Warcraft: não são filmes ruins, mas são extremamente decepcionantes. Agora, Esquadrão Suicida

Pior filme do ano
Esquadrão Suicida

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Eu realmente esperava um pouco de Esquadrão Suicida. Os trailers estavam competentes, o casting parecia arriscado – porém bom – e não tinha tanta pressão nas costas. Até a bomba de Batman vs Superman estourar junto da pressão do Deadpool e tudo ruir: esse filme deveria ser mostrado pras pessoas falando quando alguém perguntar “Qual a importância da edição?”. O argumento do filme é fraco, bizarro e raso; a edição é frenética e sem ritmo; a estética é feia – MUITO FEIA, COMO ELES TÃO CONCORRENDO AO ÓSCAR E O DOUTOR ESTRANHO NÃO?! – e os atores estão todos ruins (estou olhando para você, Will Smith!).

Batman vs Superman era crônica de uma morte anunciada: já era ruim desde os trailers. Snowden é um filme panfletário ruim, como a maioria dos trabalhos do Oliver Stone. A Era do Gelo já deu o que tinha que dar desde o 3 (melhor filme da franquia). E X-Men: Apocalypse tem o pior vilão de todos os filmes de herois – e olha que o Ultron é um bosta.

Sério, me dá urticária de pensar que na capa do DVD de Esquadrão Suicida vai ter “indicado ao Óscar” e na capa do Doutor Estranho não. Ainda bem que ninguém mais compra DVD.

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